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Eu, Você, o Outro: o Cliente

HOMENAGEM AO DIA DO CLIENTE

Você que me lê já sabe, já lhe digo: sou o Cliente. E acrescento que, não sei se pela iminência da primavera, mas hoje acordei com uma inspiração peculiar, porque alguém me pediu para escrever sobre mim mesmo, sobre você e sobre os outros – sim, nós, os clientes todos. Numa palavra, o Cliente.

Eu sou aquele que paga as suas contas. Sim, não se iluda, ou você sabe disto, ou vive envolto numa névoa de equívocos quanto a por que você recebe o dinheiro que paga suas contas. E eu já lhe digo: é porque eu pago. Se eu não pago, você não recebe – seu salário, seu pro labore, seu lucro. Não pense que, se é um empregado, é seu patrão que lhe paga. Sou eu. Ponto. Pense nisto.

Eu sou aquele cujas necessidades mais recônditas, incluídas as que eu mesmo não acesso muito claramente, você deveria tentar entender e atender. Minha voz, nem sempre tão clara, nem sempre capaz de expressar aquilo de que eu realmente preciso, é ela que você deve decifrar. Isso me faz lembrar o ultimato da Esfinge a Édipo: “decifra-me ou te devoro”. E é isso mesmo, pois se não o devoro eu – que nem sempre estou tão propenso ao canibalismo -, devora-o seu concorrente, mais capaz que você de decifrar os sonhos que eu custo a desvelar e revelar.

De repente me pego pensando por que você insiste em me entregar aquilo de que não necessito. Bom, na verdade, o que eu disse acima me dá uma pista valiosa. Se você vive em seu próprio mundo e supõe – ledo engano! – que você trabalha para si mesmo, para suprir a sua carência, você não entendeu nada. Perdão pela sinceridade – já que vivemos num tempo e lugar em que a sinceridade é para ser perdoada, e o engano é digno de aplauso. Sim, e agora entendo sua insistência em pensar os seus processos de trabalho como se fossem para você mesmo. Não são. São para mim. Devem ser para mim. A ilusão que o aprisiona – de que você se defende e se promove defendendo seus interesses, ainda que em detrimento dos meus – há de lhe apresentar uma conta muito cara.

Uma dica: deixe a ideia de que você existe para me servir, e que assim fazendo você se torna mais e melhor, decantar dentro de você. E então você saberá que estou lhe dizendo uma bonita e bondosa verdade.

Não pense que eu e aquele que corre riscos para criar os negócios – essas fábricas de criar o novo mundo -, somos rivais. Não! Quem corre riscos e coloca sua vitalidade e criatividade para criar novas soluções para mim merece aplausos, reconhecimento e… dinheiro. Claro! Só quero deixar claro aqui é que negócios não são para extrair de uns e entregar a outros. Podem ser muito mais. Outra dica: trabalhe pensando que os negócios precisam ser bons para mim, para os seus investidores, para você que os realiza, para seus parceiros de negócios, para a sociedade em geral.

Sei que você sabe que digo verdades difíceis de ouvir. Você é cliente também. Sempre é. Se quer me decifrar, suplico que busque em si a capacidade imensamente humana de sair de si e ver como o outro – o seu Cliente -, seja nos negócios, nas amizades ou nos relacionamentos…. Assim fazendo, em algum momento mágico você chegará ao lugar sagrado em que você e eu nos encontramos e nos fundimos num só. Porque é isto que somos: eu sou você, você sou eu. Nós somos o Cliente. E somos também o seu gentil Servo, que serve sem ser servil.

Marcelo Eduardo de Souza, fundador e Líder da Âmbito Homem & Ambiente (desde 1994) e da EcoNoética Educação e Desenvolvimento (www.econoetica.com.br). Vê os líderes e empreendedores como vitais para criar um mundo sustentado em valores éticos, contribuição e inovação. A partir de sua experiência e formação, vem conduzindo programas práticos de mudança pessoal e organizacional baseados em “Integral Coaching”e Educação.

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